Brazilian CP, Stop the Imperialist Offensive Against Brazil

6/9/26, 11:23 AM
  • Brazil, Brazilian Communist Party En Pt South America Communist and workers' parties

Stop the Imperialist Offensive Against Brazil

 

Political Note from the Brazilian Communist Party (PCB) 

The recent actions of the Trump administration against Brazil definitively dismantle the illusions of those who believed it was possible to establish a relationship of trust with U.S. imperialism. Once again, a historical truth is confirmed: as the PCB has been warning for quite some time, imperialism has no permanent friends, partners, or allies. It has only interests. And its interests mean the subjugation of peoples, control over markets, appropriation of strategic wealth, and the imposition of governments docile to its designs. 

In just a few days, Washington has unleashed a new offensive against our country. First, it classified the Red Command and the PCC as terrorist organizations, setting a dangerous precedent to justify future interference in Brazilian internal affairs. Then, it announced new trade barriers and tariffs on Brazilian products, using ridiculous and arbitrary arguments to attack sectors of our economy and pressure the Lula administration. 

Not satisfied, the representatives of imperialism began to question our sovereignty, claiming that Brazil represents a challenge to the United States because it does not fully align with U.S. foreign policy interests, making it clear that the real problem is not trade, public security, or any other pretext presented. The problem is that Brazil does not fully serve Washington's interests. These measures, therefore, aim only to create pretexts to blackmail the country and plunder our riches. 

The most revealing element of this offensive was the explicit show of political support for Bolsonarism. By publicly praising Flávio Bolsonaro, Trump made it evident that the Brazilian far right remains his main bet to expand U.S. influence over Brazil. Imperialism has already chosen its preferred candidate because it knows that Bolsonarism represents the political current most submissive to foreign interests and most hostile to national and popular sovereignty. 

This episode once again reveals the shameful role of the far right as a veritable fifth column of imperialism within our country. While it poses as patriotic before the cameras, it conspires behind the scenes against national interests. While it wraps itself in the Brazilian flag, it kneels before the flag of the United States. While it speaks of sovereignty, it works to turn Brazil into a colony subordinated to Washington's interests. 

Flávio Bolsonaro embodies this posture in a servile manner. Instead of defending Brazil against foreign aggression, he seeks political support from the U.S. government, encouraging pressure against his own country. To escape the Master Bank scandals, where he was caught red-handed, he fled abroad promising to hand over Brazil in exchange for U.S. protection. Only a vassal and sycophant of this kind, a typical representative of the ruling classes and the most subservient sectors of Brazilian society, would ask a foreign government to intervene in his own nation. 

History shows that U.S. imperialism and its allies always use the same methods. First, they fabricate pretexts. Then they promote diplomatic, economic, and political pressures, and even military invasion. Next, they fund their internal allies with the goal of shaping the political direction of the countries they intend to control. That is how it has been in Latin America, Africa, the Middle East, and countless other regions of the world. That is how they are trying to do it in Brazil. 

Faced with this scenario, the construction of an Anti-imperialist and Anti-capitalist Front becomes increasingly urgent, one capable of bringing together the trade union movement, popular organizations, youth, democratic sectors, and all true patriots willing to defend national sovereignty and the interests of the working people. This Front will be stronger if we can form Popular Anti-imperialist Committees in workplaces, schools, homes, and communities, so as to bring all the people into this battle in defense of national and popular sovereignty. 

This struggle cannot be limited to an abstract defense of sovereignty. The defense of the nation is inseparably linked to the defense of the workers' agenda. There will be no national independence as long as the financial system controls the economy. There will be no sovereignty as long as our strategic wealth is subject to foreign capital. There will be no true democracy as long as the majority of the people remain excluded from the country's fundamental decisions. 

That is why the fight against imperialism must go hand in hand with the fight for workers' rights, for the repeal of counter-reforms, for wage appreciation, for a reduction of the workweek without pay cuts, for control of our natural resources, and for the construction of a popular project for Brazil. The hour demands organization, consciousness, and mobilization. 

No achievements will come from backroom negotiations. Only the strength and organized struggle of workers, youth, and the people can defeat this imperialist offensive and its internal agents.

 

Down with imperialism and its domestic lackeys!

For national sovereignty and the rights of the working people!

Organize, mobilize, and fight!

 

National Political Commission of the PCB


 

Barrar a ofensiva imperialista contra o Brasil

 

Nota Política do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

As recentes ações do governo Trump contra o Brasil desmontam definitivamente as ilusões daqueles que acreditavam ser possível estabelecer uma relação de confiança com o imperialismo estadunidense. Mais uma vez, confirma-se uma verdade histórica: como o PCB vem alertando há bastante tempo, o imperialismo não tem amigos, parceiros ou aliados permanentes. Tem apenas interesses. E seus interesses significam a submissão dos povos, o controle dos mercados, a apropriação das riquezas estratégicas e a imposição de governos dóceis aos seus desígnios.

Em poucos dias, Washington desencadeou uma nova ofensiva contra nosso País. Primeiro, classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, criando um perigoso precedente para justificar futuras ingerências em assuntos internos brasileiros. Em seguida, anunciou novas barreiras comerciais e tarifas contra produtos nacionais, utilizando argumentos ridículos e arbitrários para atacar setores da economia brasileira e pressionar o governo Lula.

Não satisfeitos, os representantes do imperialismo passaram a questionar a nossa soberania, afirmando que o Brasil representa um desafio para os Estados Unidos porque não se alinha totalmente aos interesses da política externa estadunidense, deixando evidente que o verdadeiro problema não é o comércio, a segurança pública ou qualquer outra justificativa apresentada. O problema é que o Brasil não atende integralmente os interesses de Washington. Tais medidas, portanto, visam apenas criar pretextos para chantagear o país e saquear nossas riquezas.

O elemento mais revelador dessa ofensiva foi a explícita demonstração de apoio político ao bolsonarismo. Ao elogiar publicamente Flávio Bolsonaro, Trump deixou evidente que a extrema-direita brasileira continua sendo sua principal aposta para ampliar a influência dos EUA sobre o Brasil. O imperialismo já escolheu seu candidato preferencial porque sabe que o bolsonarismo representa a corrente política mais submissa aos interesses estrangeiros e mais hostil à soberania nacional e popular.

Esse episódio revela, mais uma vez, o papel vergonhoso da extrema-direita como verdadeira quinta coluna do imperialismo dentro do nosso país. Enquanto posa de patriota diante das câmeras, conspira nos bastidores contra os interesses nacionais. Enquanto se enrola na bandeira brasileira, ajoelha-se diante da bandeira dos Estados Unidos. Enquanto discursa sobre soberania, trabalha para transformar o Brasil numa colônia subordinada aos interesses de Washington.

Flávio Bolsonaro encarna essa postura de maneira servil. Em vez de defender o Brasil diante das agressões externas, busca apoio político junto ao governo dos Estados Unidos, estimulando pressões contra seu próprio país. Para se safar dos escândalos do Banco Master, onde foi pego com a boca na botija, correu para o exterior prometendo entregar o Brasil em troca da proteção estadunidense. Somente um vassalo e bajulador dessa espécie, representante típico das classes dominantes e dos setores mais entreguistas da sociedade brasileira, é capaz de pedir que um governo estrangeiro intervenha na sua própria nação.

A história demonstra que o imperialismo dos EUA e seus aliados sempre utiliza os mesmos métodos. Primeiro fabrica pretextos. Depois promove pressões diplomáticas, econômicas e políticas e até invasão militar. Em seguida financia seus aliados internos com o objetivo de moldar os rumos da vida política dos países que pretende controlar. Foi assim na América Latina, na África, no Oriente Médio e em inúmeras outras regiões do mundo. É assim que está tentando fazer no Brasil.

Diante desse cenário, torna-se cada vez mais urgente a construção de uma Frente Anti-imperialista e Anticapitalista, capaz de reunir o movimento sindical, os organizações populares, a juventude, os setores democráticos e todos os verdadeiros patriotas, dispostos a defender a soberania nacional e os interesses do povo trabalhador. Essa Frente será mais forte se conseguirmos formar os Comitês Populares Anti-imperialistas nos locais de trabalho, estudo, moradia e nas comunidades, de forma a incorporar todo o povo nesta batalha em defesa da soberania nacional e popular.

Essa luta não pode se limitar à defesa abstrata da soberania. A defesa da nação está inseparavelmente ligada à defesa da pauta dos trabalhadores. Não haverá independência nacional enquanto o sistema financeiro controlar a economia. Não haverá soberania enquanto nossas riquezas estratégicas estiverem submetidas ao capital estrangeiro. Não haverá democracia verdadeira enquanto a maioria do povo permanecer excluída das decisões fundamentais do país.

Por isso, a luta contra o imperialismo deve caminhar lado a lado com a luta pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, pela revogação das contrarreformas, valorização dos salários, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, pelo controle dos nossos recursos naturais e pela construção de um projeto popular para o Brasil. A hora exige organização, consciência e mobilização.

Nenhuma conquista virá das negociações de gabinete. Somente a força e a luta organizada dos trabalhadores, das trabalhadoras, da juventude e do povo poderá derrotar essa ofensiva imperialista e de seus agentes internos.

Abaixo o imperialismo e seus lacaios internos!
Pela soberania nacional e pelos direitos do povo trabalhador!
Organizar, mobilizar e lutar!

Comissão Política Nacional do PCB

Events

August 7, 2026 - August 9, 2026 - Havana, Cuba 24th International Meeting of Communist & Workers Parties
September 4, 2026 - September 6, 2026 - Portugal 50th edition of the «Avante!» Festival